O capacitismo prática discriminatória se manifesta por meio de atitudes, formas de comunicação, práticas institucionais e até barreiras físicas e arquitetônicas que limitam o pleno exercício da cidadania. Muitas vezes, está ligado a percepções equivocadas sobre a capacidade pessoas com deficiência.
Em muitos casos, a exclusão ocorre de maneira sutil, mas com impactos profundos na vida cotidiana. O debate sobre inclusão tem ganhado força, mas ainda enfrenta desafios estruturais.
A discriminação capacitista é caracterizada, sobretudo, pela suposição de incapacidade baseada exclusivamente na existência de uma deficiência. Esse tipo de julgamento reforça estigmas e dificulta o acesso a direitos básicos, como educação, trabalho e mobilidade urbana. Além disso, contribui para a invisibilização social desse grupo.
Organizações de defesa dos direitos humanos alertam que combater o capacitismo exige mudanças culturais e políticas públicas efetivas. A conscientização da sociedade é apontada como um passo fundamental nesse processo.
Segundo o Disque 100, canal de denúncias vinculado à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, hoube 394.482 registros de violações contra pessoas com deficiência no Brasil em 2023. O número representa um aumento de 50% em relação ao ano anterior
A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Silvia Grecco, destacou a importância de dar visibilidade às pessoas com deficiência: “A gente precisa fazer muitas ações para que a gente mude essa perspectiva de que as pessoas com deficiência não possam estar incluídas na vida escolar. Elas precisam estar em todos os lugares”. “Precisamos acabar com o capacitismo”, conclui.
A Central de Notícias da Rádio Heliópolis é uma iniciativa do Projeto “Resistencia, cultura e economia no coração do Brasil!”. Este projeto foi realizado com o apoio da 9ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo.
